Imaginária de São Miguel Arcanjo
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Sobre o local
Com suas características artísticas, a imaginária de São Miguel Arcanjo, trazida de navio da Itália pelo imigrante italiano João Stampone, na primeira metade do século XX, além de ser um marco histórico e cultural, enriquece sobremaneira a paisagem rural do município. Para abrigar a imagem, João Stampone mandou erguer uma capela em 1925. Segundo depoimentos da família Stampone, a Capela de São Miguel foi doada para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores entre os anos de 1953 e 1955, a pedido do então pároco, Hermínio Malzone Hugo. Em troca, a paróquia ficaria responsável pela celebração de duas missas anuais, que aconteciam às 07:00 h.
Até o final da década de 1960, além das missas, eram realizados terços e novenas, ocasião na qual a comunidade se reunia para festejar e comemorar sua devoção a São Miguel Arcanjo.
Atualmente, porém, a capela pertence à Paróquia do Rosário, e, pelo menos uma vez por ano, geralmente no dia de São Miguel (29 de setembro), os fiéis se reúnem para reforçar sua devoção. Desta forma, a comunidade mantém viva sua tradição e pode legá-la para as gerações futuras.
A imaginária de São Miguel, portanto, fornece elementos para que possamos compreender um pouco mais da cultura dos imigrantes italianos, que vieram para o Brasil na primeira metade do século passado. Através desse patrimônio artístico, foi possível inserir a cidade de Guaxupé na rota da imigração italiana para o Brasil, bem como realizar um resgate histórico dos usos e costumes desses povos que vieram se somar ao povo brasileiro, influenciando, sobremaneira, a cultura do nosso país. Obs: A imaginária, assim como a capelinha onde ela está abrigada, passaram por uma restauração em 2013 e foram entregues para a comunidade, que já voltou a manifestar sua fé através deste bem religioso e histórico.
